BUNKYO RURAL

A contribuição da Colônia Japonesa no desenvolvimento da agricultura brasileira

Edição 179

60 anos do  Bunkyo Rural: Água, desafios para conservação

O Grupo Gepura em parceria com a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social apresentou o Seminário: ”Água, desafios para a Conservação”, evento que visa difundir conhecimento técnico com base no atual cenário dos recursos hídricos do Brasil.

O 6º Bunkyo Rural e o 5º Seminário Água também celebrou 120 anos de Tratado de Amizade entre Brasil e Japão e os 60 anos do Bunkyo (comissões temáticas formadas por associados-voluntários da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa). Na oportunidade, ocorreu a palestra magna: “Contribuição da Colônia Japonesa, desenvolvimento da agricultura brasileira” pelo Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, leia a seguir;

A pesquisa envolveu dados da região norte da cidade de São Paulo e Campinas (toda a cidade). Os objetos de investigação foram relativos à ideia de gestão participativa, co-gestão, quais são as relações de poder, a rede de poder, os vários atores sociais. Em Campinas e São Paulo, que interferências influenciam sobre a vida institucional do SUS, desde o ponto de vista de macro política, mudanças, reforma, contra reforma, até o cotidiano da organização dos modelos de atenção, dificuldades de acesso.

“Muita honra de estar com os senhores e ter uma história com o Japão, que recentemente nos rememoramos por ocasião da véspera do centenário da imigração, quando fomos em missão especial com o governador Geraldo Alckimin numa visita de missão econômica ao Japão e nessa, uma entrevista que tivemos com o Primeiro Ministro para demorar 15 minutos, se estendeu para 1h e meia, pois, o Ministro resolveu obter informações sobre o Brasil, especificamente sobre São Paulo, lembrando quando o primo agricultor imigrou para a cidade de Pitangueiras, próximo a Ribeirão Preto. O nosso objetivo era convidar o Primeiro Ministro para vir ao Brasil, a São Paulo, a partir desse momento foi organizado a vinda. Eu queria dizer aos senhores quão emblemático foi essa nossa visita ao Japão e a visita do Primeiro Ministro. Aqui selou um entendimento histórico do respeito profundo que a comunidade brasileira tem pela comunidade japonesa que veio nos ajudar num momento de dificuldades para o Japão. Em 1908, chegou Kasato Maru ao porto de Santos trazendo uma leva de imigrantes de primeira ordem para constituir um embrião de futuras levas de imigrantes para nos ajudar com sua contribuição na área agrícola. Se destacaram como maiores produtores de algodão no estado de São Paulo, no desenvolvimento da olericultura, permitiram que tivéssemos qualidade extraordinária na fruticultura. A comunidade extrapolou as atividades da agricultura na engenharia eletrônica, cultura, medicina, portanto, esta homenagem a essa comunidade em nome do governo do estado de São Paulo, na Esalq, pode representar bem a acolhida desta Comunidade porque a Esalq já existia quando esta comunidade chegou ao Brasil em 1908 e já fazia uma revolução na agricultura brasileira”. Autorizada a reprodução desde que citada a fonte: Jornal Pires Rural - Limeira - www.dospires.com.br
Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza  Meirelles

Secretário de Energia do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles


“Vindo pra cá, tratamos da crise hídrica e da crise energética. Como fazer uso da água adequadamente na agricultura? Como estar preservando as águas para consumo humano para agricultura e animais para que no complemento disso estejamos produzindo energia elétrica? Temos que usar a competência aqui instalada nessa universidade para produzir a interação para gerar energia. Por falta d’água interrompemos a navegação no rio Tietê. Interrompemos a navegação no rio Paraná, desde o Parnaíba na divisa de Minas Gerais até a Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava localizada em Buritama, SP. No momento não podemos sequer transportar os produtos do Mato Grosso do Sul que sobem pelo rio Paraná e Tietê. O pólo produtivo de celulose de Três Lagoas está interrompido. É preciso usar o talento dessa faculdade para juntamente trabalhar com recursos humanos para regular as águas. Pode ser fácil fazer, mas, suprir a demanda de energia que passou a ser reduzida nos reservatórios hidrelétricos do país. A região sudeste, o gigantesco rio Paraná, na usina de Ilha Solteira, a primeira nessa cascata de usinas trabalha com 36 percentual negativo na quota normal da usina - ou seja, é preciso que a gente trabalhe de uma forma ampla não só pra regular essas águas - para garantir segurança energética dos grandes centros de consumo e uma dessas missões fundamentais - é o aumento de potencial das energias renováveis, sobretudo de biomassa de cana. Essa faculdade trabalha em novos varietais de cana para que tenhamos a mesma quantidade de açúcar e biomassa para geração de energia elétrica. Introduzimos nesse processo a proibição da queima da palha de cana e hoje temos quantidade de palha suficiente para aumentar em até 30% da geração de energia elétrica. A cana têm uma safra de 8 a 9 meses no máximo. É preciso fazermos essas turbinas estarem sendo acionadas em caldeiras modernas para geração de energia, um sistema elétrico capaz de receber energia gerada pela cana de açúcar”.

“Fizemos um esforço muito grande com as concessionárias de energia. Aqui, em Piracicaba, acaba de ser instalada - operando à partir de julho - uma subestação de energia elétrica de altíssima tensão com capacidade para abastecer o crescente pólo industrial de Piracicaba e algumas cidades do entorno. Trata-se de nove usinas de cana de açúcar do setor sucroalcooleiro energéticas. Esta oportunidade de vir à Esalq por meio de um convite tão honroso do Bunkyo, pelos valores e tradição, a utilização de outros energéticos para complementação da cana de açúcar, por exemplo, todos subprodutos da indústria florestal, melhoria de outros cultivares que aumentam o potencial energético, como um conjunto de ações para desenvolver”.

“Acho que a crise energética nacional não está mais grave porque houve redução na atividade econômica, infelizmente. É preciso estar atento e prevenir usando das dificuldades como oportunidades. Visitei uma usina de lixo aqui em Piracicaba, a qual está por receber as últimas licenças ambientais, está produzindo subprodutos, trata-se de combustíveis derivados de resíduos que podem ser utilizados na geração de energia elétrica. É um orgulho para São Paulo ter Piracicaba fazendo isso através de uma parceria público privado, transformando vapor de alta pressão que pode ser subsídio para indústria. São fatos novos surgindo para integrar esses projetos num sistema produtivo. Assim como nosso agronegócio não trabalha apenas com a especificidade de um produto agrícola mas com o conceito de cadeias produtivas. A Esalq sempre foi precursora nesse modelo. Hoje há um potencial resultante dessa processo. Também assinamos, a um mês atrás, com uma subsidiária da Petrobras, responsável pela distribuição de gás na região noroeste de São Paulo, um acordo com uma usina de Itápolis, que fará a produção de biogás à partir da linhaça, com o objetivo de abastecer a frota de transporte de cana dessa usina. A Petrobras que já mantém um duto de distribuição de gás nessa região, já fez acordo com a usina para que esse biogás esteja sendo misturado ao gás natural do gasoduto do estado de São Paulo”. Autorizada a reprodução desde que citada a fonte: Jornal Pires Rural - Limeira - www.dospires.com.br
“Essa nossa visita a Piracicaba, em homenagem ao Bunkyo Rural é uma oportunidade também pra gente pensar no alargamento de parcerias e atividades na Esalq, sendo o maior centro de pesquisas em agronomia que nós temos no país”. Autorizada a reprodução desde que citada a fonte: Jornal Pires Rural - Limeira - www.dospires.com.br
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