ENTREVISTA

“Não cabe no meu entendimento um assentamento naquele lugar, nem no meu e nem na maioria dos 300 mil habitantes”

Prefeito eleito Mário Botion declarou entre outros assuntos, sobre o encaminhamento da ocupação Elisabete Teixeira no horto florestal de Limeira. “Não sou contra o cidadão que está lá, eu sou contra a invasão. O que fazer? Nos faremos o que a legalidade nos permitir. Existe um processo que está em andamento, vamos tomar pé desse processo”, disse. Leia mais na entrevista a seguir:

Edição 192

Mário Botion (PSD), prefeito eleito de Limeira

Mário Botion (PSD), 55, é natural de Limeira, foi eleito prefeito obtendo 71.827 votos, 51,23% dos votos válidos. Em sua formação profissional é Engenheiro Civil e sócio da empresa MC Botion Construtora Ltda, fundada em 1987.


Jornal Pires Rural: Com o descrédito do eleitor pela política dos políticos no país, o slogan de gestor e empresário fez muitos vencedores nas eleições municipais. Você é um técnico/gestor. Qual é a diferença entre gestão pública e gestão privada?

Mário Botion:
A diferença é de forma e conteúdo. A administração no setor privado, a administração do orçamento da dona de casa e a administração do setor público, as práticas administrativas são as mesmas, o que muda no serviço público é a forma, porque no serviço público existe um regramento que é diferente do regramento da iniciativa privada. Aqui fora a gente pode fazer tudo o que a lei não proíbe. No serviço público você só pode fazer o que a lei permite, basicamente é essa diferença. Essa descrença da população, basta ver o número de votos válidos, tivemos um crescimento de eleitores, desde a última eleição, mas tivemos um número de votos válidos menor do que nas eleições passadas. Isso é um descredito da classe política, de olhar Lava-jato, Mensalão, Petrolão, houve um desalento do eleitor. Quando você se posiciona de maneira contínua, com muita antecedência, que nem nós fizemos, saímos da eleição de Deputado, em outubro de 2014, em janeiro nós começamos a caminhar, levando à população uma mensagem positiva. Não era fazendo campanha, era levar uma mensagem positiva de que era possível fazer política de uma maneira diferente. O cidadão não pode e não deve virar as costas para a política.

Jornal Pires Rural: Uma das principais marcas da sua campanha foi o planejamento de reuniões junto a população, com a promessa de continuidade. Como manterá a população estimulada por esperar pelos resultados das reuniões realizadas?

Mário Botion:
Nós fizemos mais de 620 reuniões em casas de famílias, com 10, 20, 40 ou 5 pessoas, sempre muito bem acolhido, levando essa mensagem. Nós quebramos aquele paradigma que político é tudo igual, só chega na véspera de eleição e depois some. Estamos andando desde janeiro de 2015, e portanto não é véspera de eleição e o resultado taí, vencemos no primeiro turno, fruto desse trabalho que plantamos ao longo do tempo e depois da eleição não vamos abandonar esse trabalho. Vamos dividir a cidade em 6 grandes regiões, que são as regiões que o IBGE usa para fazer o CENSO, pra usar informações de cada uma das regiões, e montar 6 grupos formado por representantes dessas 620 reuniões que nos receberam. De maneira organizada a cada quatro meses, um pouco mais ou pouco menos, nós vamos realizar reuniões com essas pessoas entre prefeito, secretário, diretor se for necessário, pra ouvir esses grupos, ouvir as demandas que eles nos trarão, do seu dia a dia e de sua região em especial. Mais um instrumento será, uma vez por mês, o prefeito Mário Botion, estará em um bairro da cidade, junto com seus secretários, atendendo a população.

Jornal Pires Rural: Como o governo pretende responder a demanda da população?

Mário Botion:
Essa é uma pergunta importante. Nós vamos receber as demandas e ninguém vai ficar sem resposta, é um compromisso nosso, mesmo que a resposta seja negativa. Porque ela existe. Seja porque o orçamento não permite, a lei não permite, enfim, esse é um grande problema, o político houve e não responde, porque não pode falar sim e o não, ele não quer falar. Mas nós criaremos instrumentos adequados para o cidadão ter resposta para aquilo que ele nos perguntou, seja através dos grupos ou das reuniões que faremos. Mandaremos as repostas para o cidadão seja por Facebook, e-mail, carta, com ofício, vamos decidir de qual maneira, mas isso será necessário.

Jornal Pires Rural: O eleitor da última eleição está mais exigente quanto aos serviços públicos prestado pela máquina pública e gerenciados por políticos. Hoje, o cidadão vê o funcionário público como um prestador de serviços remunerado pela população mas, o funcionário ainda não incorporou a nova consciência dos cidadãos, revelando muitos vícios ainda de departamento público. Como incluirá o desempenho do funcionário público na gestão Mário Botion?

Mário Botion:
Esse é um desafio não só pra nossa gestão mas pra todos os gestores públicos. Quebrar algumas resistências que existem dentro do serviço público. O funcionário público quando ele decide fazer um concurso público, escolhe uma profissão, ele sabe que jeito vai trabalhar e o salário que vai ganhar. Uma vez contratado ele tem responsabilidades e tem que prestar serviço de qualidade para os seus patrões, que são os cidadãos. O que temos visto ao longo do tempo, são poucos os funcionários que não exercem suas funções de maneira adequada, outros não tem motivação para fazê-lo. O nosso desafio é criar essa motivação, tratar e ter acolhimento diferente do que tem sido nos últimos anos. O funcionário tem que ser ouvido, da mesma maneira que a gente ouve a população, e que ele possa dar suas opiniões dentro da sua secretaria, do seu departamento e as suas ideias sejam contempladas para ele se sentir valorizado. Fazer ele participar do processo lhe dará mais responsabilidades do que quando ele foi contratado. Ter suas ideias e reclamações contempladas de alguma maneira, ainda que não possa ser feita por causa disso, disso e disso. Interessa a ação, atitude de fazer uma valorização e capacitar os funcionários de maneira permanente e ao longo do tempo. Criar um indicador que mede a satisfação que o cidadão tem com o serviço público. Pretendemos trazer a meritocracia para dentro do serviço público. Serviço bem prestado haverá ganho, que ainda precisamos discutir qual será o formato. Precisamos desenvolver critérios que cobrem dos funcionários a boa prestação do serviço, através de indicadores e também possa premiá-los de alguma maneira.

Jornal Pires Rural: A Câmara Municipal aprovou recentemente a lei que institui o Serviço de Inspeção Municipal, o SIM, para que a população tenha acesso à alimentos seguros e o produtor possa sair da clandestinidade e vender mais. Existe, nesse caso, uma dificuldade muito grande na implantação da lei aprovada, por inexperiência do departamento de agricultura. Enquanto isso, a população não pode comprar derivados de leite e alimentos processados como embutidos, aves, etc, e o produtor não pode produzir sob risco de ser penalizado. Como lidará com as dificuldades dos departamentos que travam a economia local?

Mário Botion:
O foco da nossa administração, com certeza, vai ser o desenvolvimento. Não dá pra gente falar em saúde, educação, melhoria no esporte, na área social ou qualquer outra área se não falarmos em desenvolvimento. Se não tem desenvolvimento não gera mais emprego, não gera mais renda, não gera mais impostos, que na verdade é o que roda a administração pública que presta serviço à população, que tem que ser de qualidade. Tudo aquilo que diz respeito a empreendedorismo, as iniciativas, a formalizar aquele produtor, aquele agricultor, aquele cidadão que tem uma atividade e quer se formalizar, nós vamos tratar isso com muita atenção. É uma questão complexa, precisa ter regramento. O SIM, não conheço na profundidade, eu sei que foi aprovado e criou regras, recebi reclamações de produtores acostumados a fazer sua criação, a matar o seu porco e fazer sua linguiça, enfim nós vamos tratar isso com carinho. Se tem espaço dentro de um regramento da vigilância sanitária para criar alguma flexibilização e que possa acolher mais produtores com menos dificuldades. Os nossos secretários, diretores e coordenadores da agricultura, meio ambiente e da área de saúde, que diz respeito à vigilância sanitária, saberão qual é o nosso pensamento e vão buscar alternativas, dentro das regras. Se vamos resolver todos os problemas, provavelmente não mas, se resolvermos 10% dos problemas que existem, são 10% de pessoas a mais que vão estar produzindo, vão estar se legalizando. É o nosso desejo e vamos trabalhar pra isso.

Jornal Pires Rural: Na vigência do atual governo, a secretaria de agricultura está associada à de meio ambiente e temos na liderança dos trabalhos um secretário reconhecido no município como um padre, na diretoria um técnico com especialização em recursos hídricos, um engenheiro agrônomo que assumiu há pouco. Esse quadro perpetuou políticas públicas pendentes e as demais que se sobrepuseram, porque a agricultura é o setor que mais investiu em pesquisa e tecnologia e tem sido um dos pilares do PIB do país. Como conciliar a atuação de um técnico competente acessível a população?

Mário Botion:
Acabou a eleição e começou o trabalho, eu estou visitando todas as escolas, todos os postos de saúde, pra conhecer e poder entender o que está acontecendo. Quando nossos secretários ficarem definidos eles vão me acompanhar para saber qual é o meu pensamento e qual o meu espírito de trabalho que quero levar pra prefeitura, que é o espírito de acolhimento, espírito dos ouvidos. Deus nos deu 2 ouvidos pra ouvir melhor, falar menos, com mais consistência. É assim que vamos tratar todas as questões. Se tem um técnico que é capaz tecnicamente mas, tem que entender qual é o espírito que nós queremos dar ao nosso governo. Acolhimento só se faz ouvindo, se não fizer isso não tem como acolher nada. Faremos uma administração muito técnica, que tenha essa característica pra ouvir, em especial o produtor rural, o morador da zona rural. Muitas vezes o técnico da área pode não ser o especialista na área, mas ele tem que ter o entendimento do todo para buscar as alternativas. As vezes o cidadão não tem uma especialidade técnica mas é um administrador, tem um tino de gestão, é isso que interessa.
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Mário Botion anúcia os primeiros secretários de governo

Mário Botion anunciou os primeiros secretários de governo dia 04 de novembro 2016


Jornal Pires Rural: Que andamento você dará ao assentamento Elizabete Teixeira?

Mário Botion:
Aquela área é estratégica para o município. Ela não é uma área para assentamento. Foi feito por incompetência do governo passado e malemolência do governo atual. O passado ficou "olhando as estrela”, fez uma coisa errada e deu no que deu. O atual governo pouco fez pra resolver esse problema, aliás nada fez, muito pelo contrário, ele até mandou pra Câmara, para aprovação, uma mudança no Plano Diretor que retornava aquela área de atuação de interesse estratégico para o município para área agrícola para facilitar a permanência das pessoas que estão lá. Não sou contra o cidadão que está lá, eu sou contra a invasão, sou contra a invasão! Meu pai veio para essa cidade com 14 anos de idade e trabalhando como carpinteiro conseguiu dar estudo para 4 filhos e não invadiu nada. Eu não sou contra as pessoas, elas tem direitos, acho que o governo federal tem que criar alternativas para acolher essas pessoas, em lugares adequados, não nessa área beirando a Anhanguera, que não é lugar de assentamento. O que fazer? Nos faremos o que a legalidade nos permitir. Existe um processo que está em andamento, de primeira hora vamos tomar pé desse processo, verificar se há possibilidade de enviar algum encaminhamento ou alguma composição das pessoas que estão lá. Só fazendo um parênteses, quando estava na Câmara, como vereador, um dia o (vereador) Ronei me contou que tinham cortado a água do assentamento e as crianças estavam sem água, eu disse a ele qual era minha opinião sobre essa invasão, ele até brincou que invasão e ocupação é diferente, pra mim é mais ou menos a mesma coisa, mesmo tendo a minha opinião comprei três ou quatro caminhões pipa de água e mandei lá. Foi uma questão de humanidade, é outra coisa. A invasão eu não tenho entendimento quanto a isso. Vamos tomar as providências que a parte legal nos permitir. Não cabe no meu entendimento um assentamento naquele lugar, nem no meu e nem na maioria dos 300 mil habitantes que a cidade têm. É contra o procedimento e não contra as pessoas. É uma área que podemos fazer um distrito empresarial, por exemplo, pra trazer novas empresas e gerar mais emprego e renda que vai ser distribuído para todos os cidadãos, indiretamente pelos impostos. Lá é um corredor industrial à beira da Anhanguera, de valor estratégico importantíssimo. Precisamos resolver esse problema, nós vamos resolver.

Jornal Pires Rural: A população da área rural confia no trabalho da GM, que passou por problemas estruturais no governo Felix. No governo Hadich uma solução foi fazer um contrato de aluguel de carros. O sr. pretende manter esses carros que servem a GM e como será a gestão da Guarda Civil Municipal?

Mário Botion:
Especificamente quanto a frota terceirizada, eu não conheço os contratos e nem sei os valores ainda, não posso dar uma opinião específica. Precisamos de um período de adaptação para mexer nos contratos ou comprar veículos, isso demora um tempo. Vamos avaliar se é pertinente ou não, se vai trazer economia para o município e mais eficiência. Já se tem um histórico de 3 anos de locação para podermos avaliar. A princípio eu não vejo nenhum problema, quebrou troca, bateu troca, estamos sempre com a frota em dia mas, vamos avaliar. Quanto a gestão, pretendemos implantar um gabinete de gestão integrada para integrar a GCM, a PM, a Polícia Civil, o Poder Judiciário, o Conselho Tutelar, o Ministério Público, o cidadão através do Conseg, a Defesa Civil, enfim, todos os agentes ligados a área de segurança, pra ter uma organização no compartilhamento de informações, incluindo as ações. Trazer da Polícia Civil o sistema Detecta, um software do governo do Estado, que pode ser agregado a ele a Muralha Digital que está em uso, é um bom dispositivo e vamos ampliar e mais pontos na área rural. Queremos juntar ao monitoramento, que já é feito no centro da cidade, às câmeras de sistemas particulares que podem ser agregadas nisso. Fazer um sistema compartilhado, para que a GCM e a PM não atendam ao mesmo chamado. Assim como foi feito em Cordeirópolis, que a Polícia ganhou prêmio de produtividade, significa que teve ações efetivas por conta desse sistema que funciona bem, se está funcionando nós vamos instalar aqui. Na zona rural temos que setorizar para ter uma eficiência melhor, inclusive pra ter a inteligência e dados específicos de cada região. Uma coisa de primeira hora que devemos fazer é implantar as blitz permanentes, para inibir a circulação desse pessoal que anda só olhando e esperando o momento oportuno pra fazer assaltos, só isso não coíbe mas, ajuda.

Jornal Pires Rural:A área rural da cidade de Limeira é muito grande, sua produção está concentrada em cana e laranja. Essas são culturas do agronegócio, beneficiando a grandes grupos. Como não temos usina de cana em Limeira, e a citricultura que só gera emprego apenas em épocas de colheitas, está em declínio, devido a doenças e um histórico de baixos preços. Como o sr. no papel de prefeito, pretende estimular o pequeno produtor de alimentos de Limeira a permanecer no campo?

Mário Botion:
Eu acho que tem algumas alternativas, como a Feira do Produtor Rural que o nosso desejo é que ela seja ampliada, levar o pequeno agricultor a mais pontos pela cidade. Existem também algumas ações que o município, embora ele não possa investir, mas é incentivar a produção de alimentos minimamente processados para ter um valor agregado, ao invés de vender a mandioca com casca, vende-se embalada, o brócolis pode-se embalar e congelar, não é uma atitude muito rápida mas pode-se fomentar. Questões como a avaliação do SIM é uma maneira de atuar dentro do segmento, juntos podemos achar soluções que ajudem o agricultor. Tem várias questões que podemos implementar, usar a experiência de que conhece, quem tem a necessidade, quem vive o problema. Não adianta eu chegar aqui e falar que vou implantar uma política sem ouvir quem está lá e sabe o que é preciso.

Jornal Pires Rural: Cabe ao prefeito garantir a segurança alimentar da população. Nesse quesito, o que contempla seu plano de governo?

Mário Botion:
São várias questões, uma delas é fomentar a produção de alimentos processados, que podem ser inseridos na merenda escolar que é um filão, que precisa ser cuidado, precisa ser trabalhado, precisa ser absorvido pelos produtores. Levar o pequeno produtor aos Centros Comunitários, também é uma maneira de fomentar, mesmo que só tenham folhosas no primeiro momento, como os produtores da Feira do Parque Cidade, que a maioria seja produtor de folhosas, mas quiçá a gente consiga fomentar o plantio diversificado de alimentos e processá-los. São pequenas ações que são importantes.

Jornal Pires Rural: O parcelamento irregular do solo já foi chamado de câncer da área rural. Em 2002, foi criada uma legislação municipal para cuidar do tema, como nada foi realizado em cumprimento dessa legislação, em 2014 foi criada uma outra lei para regularizar esses parcelamentos. O conhecimento que o sr. tem dessa legislação o faz acreditar que através dela seja possível regularizar as chácaras ou será melhor criar uma nova lei?

Mário Botion:
Acho que não precisa criar uma nova lei. A que foi aprovada recentemente foi uma discussão feita com os proprietários junto com o Poder Público, se achou um meio termo e aprovou uma lei, que precisa de alguns ajustes. Se a intenção do Poder Público foi fazer a regularização daquilo que estava irregular, acho que precisa ir um pouquinho além, quebrar algumas barreiras que ainda existiram. Eu entendo que é necessário ser feito. Tem o problema de quem fez o loteamento foi um bandido, um picareta que usou o terceiro de boa fé pra comprar, mesmo sem documento, sem nada e está esse imbróglio. O Poder Público tem a sua culpa porque não fiscalizou adequadamente para que isso não acontecesse, essa é a realidade. A lei que foi feita foi um avanço e o nosso compromisso é fazer pequenos ajustes para abranger uma parcela que ficou de fora por aquele critério da consolidação, é isso que ficou em aberto e precisa ser ajustado. O nosso compromisso é criar dentro do setor de planejamento uma equipe que vai cuidar só de aprovação desses condomínios, se não fizer isso vai passar mais 200 anos e não vai andar. São perto de 220 processos protocolados que receberam o aval para a segunda etapa que é apresentação dos projetos, isso dá um volume de serviço muito grande, se não tiver uma equipe, vai protelar e não avançar em nada e ninguém vai regularizar nada. Mas uma coisa importante é a fiscalização na zona rural, ter fiscalização efetiva para que mais parcelamentos não sejam feitos, pra isso é preciso da parceria de quem está sendo regularizado, aqueles que passaram por um processo difícil, não deixe que outros aconteçam e sofram o mesmo que vocês sofreram porque não vai regularizar mais. É preciso denunciar, avisar, se a fiscalização não é eficiente, nós temos 320 condomínios espalhados pelos 580 km² da zona rural, são quantos olhos vigiando? Precisamos provocar essas pessoas a denunciar qualquer atividade que diga respeito a abrir novos loteamentos à venda. Não temos guardas e fiscais pra tudo, vamos ter que usar esse instrumento que são as pessoas, não vejo outra maneira, precisa ser feito. Autorizada a reprodução desde que citada a fonte: Jornal Pires Rural - Limeira - www.dospires.com.br
Jornal Pires Rural: Durante as 620 reuniões que participou, deve ter ouvido muitos pedidos. Como resolver todos os problemas de todos?

Mário Botion:
As vezes temos a impressão de que os pedidos das pessoas, as solicitações, as reclamações são coisas faraônicas. Ninguém pede um túnel do centro da cidade pra chegar no Santa Eulália. Pedem remédio no posto, corte de árvores, praça limpa e arrumada. São varejo, são coisas de zeladoria que a gente chama. É um ou outro que faz uma solicitação diferente porque tem um conhecimento melhor, que fazem até pontuações interessantes. Mas a grande maioria são as pequenas questões e elas precisam ser tratadas, sabendo que elas existem, não esquecendo delas. A preocupação com o planejamento, com a organização e esqueceu de cuidar do varejo, aí tá frito. As solicitações são simples e exequíveis. De toda essa experiência das reuniões, o que senti foi, que as pessoas precisam de atenção, resolver o problema é outro momento. Autorizada a reprodução desde que citada a fonte: Jornal Pires Rural - Limeira - www.dospires.com.br
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